por karla

Um espaço onde o tempo se reorganiza
e a vida retoma seu pulso natural.

Um santuário dedicado ao cuidado
regenerativo, à lucidez sensível do pensar
e ao cultivo de uma existência alinhada aos ciclos que nos sustentam.

aos que buscam caminhos inteiros de restauração

um convite a habitar o instante em suas camadas invisíveis

— e a reencontrar, na sincronia entre elas, o movimento que devolve coerência ao viver —

Há uma cadência silenciosa que sustenta toda forma de vida, e, quando dela nos desenraizamos, o organismo se dispersa, o relacional se enrijece e a presença se estilhaça. A Noblau Co nasce da escuta desse descompasso, e do anseio de restituir às experiências humanas um ritmo capaz de, novamente, apoiar o ser e o mundo. Aqui, reorientação é gesto e discernimento: afinar o fluxo entre dentro e fora, entre sentir e responder, entre o que o ambiente pede e o que se pode ofertar. Por isso, recusamos a lógica fragmentada da contemporaneidade, e integramos ação e reflexão, corpo e mente, prática e teoria em um mesmo campo vivo.

Nesse sentido, disponibilizamos vivências que reorganizam os ritmos internos e relacionais e encontros que ampliam a compreensão, criando um espaço onde imersões práticas se articulam à densidade intelectual: ciência dialoga com filosofia, cronobiologia se aproxima da fenomenologia, e a experiência ganha rigor conceitual a partir da sensibilidade lieterária. Mais que técnicas ou repertórios, é um território de aprofundamento, no qual se aprende não apenas o caminho da regeneração da vida, mas o princípio que o orienta; não apenas o protocolo, mas a coerência temporal que lhe dá forma. Aqui, transformar o modo como se atravessa a existência e cultivar a leitura do próprio tempo tornam-se um mesmo movimento de clareza que objetiva a sincronia entre os três tempos que nos moldam.

– O SER –
Singularidade, pessoalidade, biologia

Os ritmos individuais, que vibram em si. A cadência dos ciclos internos, da energia que se esgota e se refaz, da saúde que se perde e resgata. É o autocontato, a regulação, e também a subjetividade vivencial, onde se aprende a notar os sinais sutis que pedem pausa ou movimento, silêncio ou expressão.

– O VÍNCULO –
RELACIONAL, narrativa, COrregulação

O instante que se revela nos encontros, nas histórias que se dividem, nos gestos cotidianos, nas palavras ditas e não ditas. Nessa perspectiva, o tempo é relação, expande-se no cuidado, dissolve-se nas esperas, multiplica-se quando partilhado. É o campo onde presença se torna reciprocidade.

– O MEIO –
natureza, o que há no mundo, criação

A temporalidade cosmológica e ecológica, e o sentido do que se recebe e pratica em relação àquilo que nos cerca. A relação com a ancestralidade e ecologias, com os vazios e excessos, e a capacidade de contemplar o significado, as estruturas que formam o trabalho e o impacto sociocultural.

devir

Um refúgio intelectual dedicado à escuta daquilo que se transforma. Um território onde a experiência é acolhida antes de ser interpretada, e o pensamento se organiza como presença, capaz de reconhecer as ritmicidades do ser, de seus vínculos e meio como matéria legítima do viver. Uma caminhada de letramento temporal, na qual o protagonismo vivencial e a capacidade de conduzir as próprias manifestações – sobre si, nas relações e no mundo – emergem como prática cotidiana e sensível.

DEVIR

A NATUREZA E O PROPÓSITO DO ESTADO DE VIR-A-SER

DEVIR atravessa a história do pensamento como uma recusa à ideia de identidade fixa. Já em Heráclito, o mundo se apresenta como fluxo, uma ordem dinâmica na qual nada permanece idêntico a si mesmo. Bergson, séculos depois, aprofunda essa intuição ao distinguir o tempo vivido da medida cronológica, afirmando a duração como experiência qualitativa, criativa e irrepetível. No século XX, esse eixo se desdobra na fenomenologia e na filosofia contemporânea, quando o devir passa a ser compreendido como condição fundamental da existência: o ser humano não é, ele se faz no tempo. DEVIR inscreve-se nessa linhagem como resposta às tensões entre a natureza rítmica, relacional e processual da vida humana e uma cultura que exige linearidade, aceleração contínua e coerência forçada.

Ali, a reflexão ganha forma. Os fundamentos da cronobiologia, da fenomenologia da consciência, da neurociência afetiva e da filosofia são apresentados como instrumentos de análise da experiência vivida, permitindo o reconhecimento de ritmos individuais, estados de regulação, padrões relacionais e formas recorrentes de organização do tempo. A crítica ao  cronopoder amplia essa leitura ao evidenciar como regimes sociais, produtivos e simbólicos modulam percepções, vínculos e modos de estar no mundo. O que se cultiva em DEVIR é uma capacidade refinada de observação e discernimento: perceber quando o cansaço é biológico, quando o sofrimento é relacional, quando a exaustão é estrutural; compreender como corpo, narrativa e ambiente se coconstituem; e equilibrar escolhas mais ajustadas à própria história, aos limites reais e às condições do mundo compartilhado.

DEVIR é um modo de viver. Uma nova perspectiva sobre os instante que constitue as experiências – para aqueles que sentem que perderam o ritmo de si e precisam reorganizar corpo, vínculos e ações no mundo, com inteireza e lucidez. 

DEVIR

a quem se destina

a Corpos em busca de regulação

Para aqueles cuja experiência cotidiana revela ritmos que escapam à consciência, em que a integração entre ciclos biológicos, energia metabólica, função imunológica e equilíbrio hormonal exige atenção refinada. Aqui, o corpo é observado como sistema rítmico complexo, e a prática permite cultivar percepção, sensibilidade e estratégias de ajuste que respeitam os limites orgânicos, favorecendo presença e vitalidade sustentáveis.

a Pessoas reconstruindo padrão emocional

Voltado a quem percebe que emoções são processos corporificados, modulados pelo contexto e pela história pessoal, não reações isoladas, fixas e determinadas. O caminho aprofunda a consciência afetiva, tratando da granularidade nos estados internos, compreensão de como corpo e ambiente constroem a emoção, do reconhecimento de padrões e desenvolvimento de maneiras mais ajustadas de modelar sentimentos, acompanhando o fluxo emocional sem aprisionamento ou supressão.

a Vidas em transição

Para quem atravessa rupturas, perdas, mudanças de identidade ou passagens significativas, como luto, parentalidade, menopausa, reconfiguração de papéis. Essas fases são reconhecidas como períodos de reorganização estrutural, nos quais a atenção às ritmicidades particulares ritmo, à história que se constrói e à integração entre corpo, vínculos e mundo se torna fundamental, sustentando a capacidade de renovação e continuidade vivencial integral.

a buscadores de sentido e coESÃO existencial

Voltado a quem sente um desajuste entre existir e atribuir significado, seja no trabalho, na criação, nas relações, na narrativa da própria vida. O foco é cultivar discernimento sobre escolhas, valores e formas de presença, permitindo que sentido e ação se alinhem, e que as práticas sejam organizadas a partir de estruturas pessoais consistentes e autorais.

a Pensadores, pesquisadores e criadores

Para quem deseja integrar reflexão, produção intelectual e atuação vivida. Aqui, o estudo de ritmos, temporalidades e processos experienciados se traduz em capacidade de investigar e formar modos de engajamento mais sustentáveis, tanto para si quanto para outros, sem dissociar conhecimento da prática encarnada.

àqueles que sentem que, de forma alguma, encaixam-se

Para os que percebem urgência em compreender, reorganizar ou acessar aspectos de si que não se enquadram em categorias tradicionais. Esse espaço oferece ferramentas conceituais, práticas de percepção e diálogo com ritmos internos e externos, permitindo que cada pessoa encontre seus modos únicos de estruturação, cuidado e autoria.

DEVIR

a travessia e o que se recebe ao longo do percurso

01. 

Núcleo fundacional - para aprender a ler os próprios ritmos

Seis movimentos conceituais, que formam a base do percurso, ensinam a reconhecer sincronias e desalinhos nas dimensões biológica, afetiva, fenomenológica, relacional e ambiental, e a responder a elas com precisão situada.

Cada eixo foi concebido para durar um mês, com foco e intensidade suficientes para a noção completa do movimento conceitual. O conteúdo, no entanto, permanece acessível ao longo de todo o ciclo, o que permite a retomada de teoria e prática em fluxo pessoal, e a rearticulação do conhecimento conforme se amadurece. Cada movimento temático inclui:

  • Aulas-Portal - Exposição densa e acessível que integra saberes e ocorre como construção de sentido. Instantes em que a ciência esclarece os mecanismos, a filosofia sustenta a leitura existencial e a literatura encarna a experiência vivida;
  • Audiolições Semanais - Desdobramentos que aprofundam o eixo em camadas sucessivas, pensados para acompanhar o cotidiano, combinando direcionamentos práticos, exercícios de reconhecimento corporal e perguntas reflexivas;
  • Cadernos de Integração - Espaço ativo de trabalho pessoal, com propostas de escrita, mapeamentos de ritmo, sínteses mensais e registros emergentes. Um território de elaboração contínua;
  • Leituras Curadas - Textos selecionados para ampliar a compreensão sensível do eixo, acompanhados de contextualização e questões que conectam estudo e experiência;
  • Materiais de Apoio - Glossários conceituais, visualizações, fragmentos teóricos e práticas que oferecem sustentação sem excesso informacional.

02. 

NÚCLEO APLICADO - para transformar compreensão em prática de vida

Após a conclusão, em tempo próprio, do Núcleo Fundacional, DEVIR desdobra-se em experiências aplicadas, destinadas a traduzir a sabedoria rítmica em práticas situadas. Cada eixo, aqui, mantém a mesma estrutura dos fundacionais, com Aulas-Portal, práticas guiadas e roteiros de aplicação, mas com duração ajustada à natureza do processo: protocolos mais objetivos podem se estender por até 21 dias, enquanto experiências mais amplas e vivenciais podem se prolongar conforme o ritmo do participante. Nesta etapa, o experimento se ramifica em quatro linhas de cuidado, que apoiam os diferentes atravessamentos do existir:

  • Regulação Somática - Intervenções corporais e sensoriais orientadas para ajuste de ritmos internos, manejo de processos fisiológicos e refinamento da percepção sobre o corpo;
  • Construção Emocional e Presença no Tempo - Exercícios que fortalecem reconhecimento e gestão de estados afetivos, ampliam resiliência e sustentam coerência entre sentimento e ação;
  • Rupturas Relacionais e Transições Identitárias - Experiências orientadas à reflexão e reinvenção de vínculos, papéis sociais e trajetórias pessoais, para que se possa navegar por mudanças sem perda de integridade;
  • Sentido Existencial e Estruturas de Vida - Vivências que conectam escolhas, projetos e hábitos a um desenho de vida coeso, integrando valores, objetivos e temporalidade pessoal.

03. 

Imersões Trimestrais

Ao início de cada estação, honrando a sazonalidade e ciclicidade natural, vivências mais aprofundadas e longas do que os encontros semanais são vividas em grupo e dedicadas à observação, ao refinamento e à reconfiguração dos ritmos que perpassam a vida.

Em 2026, cada imersão se alinhará a um campo específico:

  • Ritmos Circadianos - Leitura ampliada dos zeitgebers, cronotipos, ritmos fisiológicos e suas implicações no cotidiano;
  • Subjetividade e Vínculo - Aprofundamento da experiência fenomenológica, da construção afetiva e dos processos de corregulação;
  • Curadoria Ambiental e Resistência - Análise dos ambientes que moldam o sistema nervoso e elaboração de estratégias sustentáveis;
  • Rituais e Incorporação - Criação de formas simbólicas que sustentam transições e encerramentos de ciclo.

04.

encontros ao vivo e COMUNIDADE - para aprofundamento e partilhas

Reuniões ao vivo ao longo do ano apoiam a dimensão relacional da caminhada e funcionam como espaços de partilha, em que questões emergentes ganham densidade social e favorecem corregulação e senso de coletivo.

Cada encontro inclui:

  • Abertura e reconhecimento do momento vivido, sem exposição compulsória, para nomeação e escuta;
  • Aprofundamento conceitual a partir das perguntas do grupo, para conexão da experiência singular e leitura estrutural;
  • Práticas breves de ancoragem somática, quando pertinente ao eixo em curso;
  • Síntese e preparação do próximo movimento, garantindo continuidade do percurso.

As gravações ficam disponíveis, mas a presença síncrona potencializa certos reconhecimentos que nascem a aprtir de com testemunho conjunto.

A communitas, por sua vez, ocorre como um espaço fechado de trocas e manutenção do vínculo ativo. Sem excessos ou estímulos constantes, compartilha indagações relevantes e modela um uso do tempo compatível com a prática do programa.

05. 

ACERVO E CURADORIA INTELECTUAL

Uma biblioteca em contínua atualização, composta por materiais que respondem e enriquecem as demandas reais do processo daqueles que, no momento, integram o DEVIR, incluindo:

  • Textos filosóficos integrais, acompanhados de guias de leitura;
  • Artigos científicos comentados, traduzindo rigor técnico em compreensão acessível;
  • Fragmentos literários que expandem a dimensão sensível da experiência;
  • Ações guiadas e visualizações conceituais.

devir

o conteúdo que estrutura os primeiros passos, na etapa fundacional

EIXO I – SINCRONIAS PERDIDAS

Genealogias do desalinho contemporâneo

Um convite a situar o tempo e compreender como a vida humana, enquanto espécie, chegou a um ponto em que os ritmos naturais, afetivos e sociais se fragmentaram. Para além de uma narrativa sobre aceleração, este eixo discorre sobre rupturas profundas que circundam desde a experiência de temporalidades cíclicas e coletivas – como o Pacha andina, o Dreamtime aborígene ou o ubuntu africano – até a consolidação de um tempo linear, homogêneo e disciplinado, moldado por relógios, fusos horários, luz elétrica e instituições modernas.

Principais territórios atravessados:

  • Fluxo perpétuo e impossibilidade de fixidez (Heráclito);

  • Tempo como distensão da alma (Agostinho);

  • Duração qualitativa vs. tempo homogêneo (Bergson)

  • Consciência triádica: passado, presente e futuro (Husserl);

  • Existência e horizonte da autenticidade (Heidegger);

  • Padronização fabril, eletrificação e cultura 24/7 (Thompson, Edison, Crary);

  • Aceleração tecnológica e tensão corpo–exigência externa (Rosa, Han).

Práticas: observação do próprio ritmo e identificação de picos e vales de energia; análise da influência de tecnologias, horários institucionais e espaços transitórios; exercícios de percepção que distinguem o que pode ser ajustado individualmente, o que exige negociação relacional e o que se impõe estruturalmente, sem culpa ou autoacusação.

Resultados: clareza sobre dessincronias; capacidade de perceber níveis de influência sem assumir responsabilidade indevida e discernimento para harmonizar corpo, tempo vivido e demandas externas.

eixo ii – o ser biológico

Organicidades da Temporalidade

A evidência de que toda construção cultural, social ou afetiva repousa sobre um corpo biologicamente regulado, e que a capacidade de responder ao mundo de forma adaptativa emerge dessa estabilidade interna, este eixo oferece alfabetização profunda sobre como nossos ritmos biológicos estruturam percepção, atenção, energia e disponibilidade afetiva, e demonstra que a consciência corpóreo-afetiva depende da regulação fisiológica contínua, formando a base sobre a qual qualquer ajuste temporal posterior se apoia. Ensina, ainda, a identificação de padrões internos de fluxo, bloqueios e sobrecarga, possibilitando intervenções microrregulatórias conscientes e sustentáveis, e favorece a sabedoria sobre hábitos de sono, alimentação, movimento e interação social como componentes essenciais da arquitetura temporal do organismo.

Principais territórios atravessados:

  • Genes-relógio e ciclos fisiológicos (Hall, Rosbash, Young);

  • Estados de engajamento e segurança (Porges, Dana);

  • Emoções como sinais de recursos internos (Barrett).

Práticas: mapeamento dos próprios ritmos biológicos; identificação de picos e vales de energia; análise de influência de luz, alimentação, movimento, interação social e tecnologia. Exercícios estruturados permitem reconhecer desequilíbrios e aplicar microrregulações sustentáveis, respeitando limites individuais e contextuais.

Resultados: percepção clara de como o corpo organiza tempo, energia e atenção; compreensão profunda da relação entre ritmos biológicos e experiências sociais, afetivas e cognitivas; habilidade de intervir localmente sobre desequilíbrios; aumento da fluidez na experiência temporal e estabelecimento de uma base sólida para alinhamentos posteriores.

EIXO III – O SER SUBJETIVO

Fenomenologia da Consciência Temporal e Identidade Narrativa

Partindo do princípio de que a consciência, longe de ser uma sequência de instantâneos desconexos, configura-se como fluxo temporal contínuo, este eixo celebra a temporalidade vivida como tecido do viver e da identidade e revela que percepção de passado, presente e futuro é estruturada e integrada, e que rupturas na narrativa pessoal afetam diretamente ação, sentido e escolha. Propõe, além, identificar padrões de retenção, impressão e protensão, confrontar a finitude existencial, e iniciar o trabalho de reconfiguração narrativa, permitindo que múltiplas facetas do eu coexistam de forma legítima, dialogando entre si e integrando experiência, valores e possibilidades.

Principais territórios atravessados:

  • Consciência triádica: retenção, impressão, protensão (Husserl);

  • Confronto com a finitude (Heidegger);

  • Identidade como narrativa integrada (Ricoeur);

  • Corpo vivido vs. corpo objeto (Merleau-Ponty);

  • Multiplicidade do eu (Fernando Pessoa).
  •  

Práticas: mapeamento triádico do próprio fluxo temporal; correlação com estados corporais e biológicos; escrita estruturada para identificação de rupturas; exploração de futuros possíveis e diálogo interno consciente entre facetas múltiplas do eu. Reflexões sobre projeto de vida, prioridades e legado pessoal sustentam a integração gradual da narrativa.

Resultados: clareza sobre padrões internos de tempo e identidade; capacidade de reconhecer e integrar rupturas pessoais; gestão consciente das múltiplas facetas do eu com coerência e autenticidade; fortalecimento da narrativa pessoal como ferramenta de sentido, resiliência e autorregulação existencial.

EIXO IV – VÍNCULO

Sincronia Relacional e Temporalidade Compartilhada

Ao assumir que a ritmicidade do existir emerge no entre, em eu-tu, este campo explora como vínculos constroem temporalidades compartilhadas, e sinaliza que relações profundas são sistemas de alinhamento biológico e emocional; que padrões de apego, corregulação e negociações temporais estruturam a vida cotidiana; e que rupturas relacionais, perdas e lutos não são meros buracos emocionais, mas crises sistêmicas de temporalidades compartilhadas construídas ao longo de anos. Sugere-se, nesse espaço, a identificação de padrões de apego, a observação de cronotipos diádicos, a prática da corregulação e a negociação de ritmos, ampliando a possibilidade de  relações resilientes, autênticas e temporalmente coesas.

Principais territórios atravessados:

  • Apego e desenvolvimento de segurança (Bowlby, Ainsworth, Main);

  • Microssincronização mãe-bebê (Beebe);

  • Cronotipos diádicos e desenho de relações (Roenneberg);

  • Corregulação neurobiológica e presença significativa (Porges, Dana, Coan);

  • Luto e reconstrução de vínculos (Attig, Stroebe & Schut);

  • Ética relacional e temporalidade transcendente (Levinas, Buber).

Práticas: mapeamento de padrões de apego adulto; observação de cronotipos diádicos; implementação de estratégias de negociação e microrregulação; prática de corregulação explícita; exercícios graduais de vulnerabilidade e tolerância à separação; enfrentamento do luto via Modelo de Processo Dual; criação de rituais de continuing bonds e reconstrução de zeitgebers sociais mínimos.

Resultados: reconhecimento da plasticidade dos padrões de apego; habilidades para sincronização relacional consciente e respeito às diferenças de cronotipos; competência em corregulação, oferecendo e recebendo presença reguladora; manejo saudável de lutos e rupturas sem colapso da temporalidade compartilhada; desenvolvimento de relações resilientes, autênticas e integradas ao tempo coletivo; percepção da interdependência entre biologia, emoção e vínculo social como fundamento da experiência compartilhada.

EIXO V – MEIO

Cronopoder e Ecologias Temporais

Ao compreender que os ambientes estruturam e dessincronizam o tempo vivido, este eixo explora como pistas externas – luz, temperatura, ritmos sociais e cronopoder institucional – organizam a experiência temporal e afetam sono, atenção, energia e percepção de segurança, e mostra que a dessincronia contemporânea não é mera sensibilidade individual, mas incompatibilidade estrutural espécie-ambiente, o que exige estratégias de microrregulação, negociação institucional e resistência coletiva.

Principais territórios atravessados:

  • Exposição luminosa e ciclos fisiológicos (Lewy, Gooley);

  • Disciplina temporal das instituições (Foucault);

  • Cultura 24/7 e limites biológicos (Crary);

  • Biofilia e sincronização ecossincrônica (Wilson, Kellert);

  • Ajustes cotidianos de luz, temperatura e ritmos coletivos.

Práticas: mapeamento de exposição luminosa, térmica e sonora; reorganização gradual de rituais sociais e coletivos como âncoras temporais; distinção entre modificável, negociável ou estrutural; implementação de microrregulações sem rupturas; negociação institucional quando viável; postura de não-culpabilização frente a limites estruturais e desenvolvimento de estratégias individuais e coletivas de adaptação e resistência.

Resultados: compreensão de como ambientes e instituições moldam a experiência temporal; habilidade de reorganizar luz, temperatura e ritmos sociais em favor de estabilidade fisiológica; capacidade de negociar acordos temporais em contextos profissionais e relacionais; redução da autocrítica frente a limitações estruturais; fortalecimento da consistência energética e do ritmo cotidiano; incorporação de estratégias adaptativas que sustentam bem-estar e presença ao longo do tempo vivido.

EIXO VI – TEMPORALIDADES LIMINARES

Transições Vitais como Reorganização Existencial

Considerando que certas experiências humanas podem suspender identidades, papéis e ritmos conhecidos, o movimento-base final explora como transições vitais reorganizam a temporalidade, o corpo e a percepção sobre si. Investiga, para tanto, a liminaridade como estado de travessia entre o que deixa de existir e o que ainda não pôde se constituir, ampliando a perspectiva de que maternidade, menopausa, aposentadoria, luto, adoecimento ou outras grandes mudanças ocorrem como reconfigurações do ser, que exigem tempo, reconhecimento e novas formas de pertencimento. Ao reconhecer essas passagens como estruturas humanas universa, e não como falhas individuais, torna-se possível sustentar o período de transição com maior lucidez, criar rituais de passagem quando inexistentes e permitir que novas formas de identidade e presença emerjam de modo gradual e orgânico.

Principais territórios atravessados:

  • Ritos de passagem e estrutura da liminaridade (Arnold Van Gennep, Victor Turner, Barbara Myerhoff);

  • Matrescence e reorganização biológica e identitária na maternidade (Alexandra Sacks);

  • Transformações hormonais e sociais na menopausa (pesquisas diversas);

  • Dissolução de estruturas profissionais e reconstrução de identidade na aposentadoria (estudos contemporâneos);

  • Luto e reconstrução gradual da vida cotidiana (William Worden, Stroebe & Schut);

  • Adoecimento crônico e trauma como ruptura narrativa e reorganização existencial (Arthur Frank);

  • Transições identitárias e de gênero: incorporação de novos modos de existir e reorganização narrativa prolongada (estudos contemporâneos).

Práticas: identificação consciente das transições; mapeamento da experiência liminar; criação de microrrituais pessoais; protocolos mínimos de regulação corporal e relacional, busca de communitas com pares em travessia, construção gradual de narrativas provisórias, proteção de recursos mínimos de sono, alimentação e apoio humano.

Resultados: reconhecimento de transições como reconfigurações estruturais da experiência; capacidade de sustentar indefinições sem soluções identitárias prematuras; criação de rituais e marcos simbólicos quando ausentes; fortalecimento de recursos internos e relacionais para atravessar mudanças profundas; reorganização gradual de identidade e pertencimento; confiança na temporalidade própria da transformação; compreensão de que toda reorganização vital exige tempo, testemunho e integração entre corpo, história e mundo vivido.

DEVIR

os caminhos possíveis de sincronia aplicada que se seguem na segunda fase do programa

REGULAÇÃO SOMÁTICA

Trilhas orientadas à percepção, e ao ajuste e refinamento dos ritmos internos do corpo, que integram sensações, movimento e sinais fisiológicos. Incluem abordagens para manejo de condições crônicas, suporte a ciclos femininos e fertilidade, saúde metabólica, imune e hormonal, atenção a estados de sobrecarga ou neurodivergência, e exploração do diálogo corpo-ambiente como recurso terapêutico. São propostas técnicas de microrregulação, observação de picos e vales energéticos, exercícios respiratórios e intervenções sensoriais em contextos reais, fortalecendo coesão interna e capacidade adaptativa.

CONSTRUÇÃO EMOCIONAL E PRESENÇA NO TEMPO

Processos que ampliam consciência afetiva, autorregulação/corregulação emocional e organização temporal do cotidiano. Incluem identificação de padrões persistentes, integração de estados afetivos conflitantes, gestão de energia mental e atenção intencional. As atividades contemplam observação e registro de sentimentos, práticas de meditação, journaling estruturado e rituais breves do dia a dia que promovem convergência entre experiência interna e demandas externas, conectando corpo, mente e contexto para escolhas mais conscientes.

RUPTURAS RELACIONAIS E TRANSIÇÕES IDENTITÁRIAS

Movimentos que abordam vínculos, perdas e mudanças de papéis, e ampliam a capacidade de atravessar transições identitárias e relacionais. Propõem estratégias de negociação de ritmos compartilhados, construção de redes de apoio e rituais de passagem. Acompanhamento de vínculos parentais, conjugais, profissionais ou sociais; enfrentamento de perdas; exploração de novos papéis e integração de múltiplas facetas do eu diante de mudanças vivenciais como luto, separação, menopausa,  maternidade, adoecimento ou transformação profissional, a exemplo.

SENTIDO EXISTENCIAL E ESTRUTURAS DE VIDA

Intervenções que conectam escolhas, projetos e organização de vida a uma temporalidade coerente e integrada. Incluem reflexão sobre propósito, alinhamento de valores, mapeamento de trajetórias e construção de narrativas pessoais que sustentem decisões. Contemplam priorização de objetivos, avaliação de recursos internos e externos, desenvolvimento de hábitos significativos e reorganização de rotinas e contextos, promovendo decisões informadas e alinhadas com o ritmo individual.

devir

Pronto(a) para pertencer a um campo disruptivo de conhecimento aplicado à reorientação do viver para além da linearidade e fragmentação existenciais?

DEVIR ocorre de modo online e permite acesso pleno de qualquer canto do mundo. Onde quer que você se encontre, este conhecimento se fará presente e reconfigurará, de maneira profunda e consistente, sua relação consigo, o outro e o mundo.

Em caso de dúvidas ou desejo de busca por mais detalhes, entre em contato.

DEVIR

Um retorno à vividez cíclica e ao estar bem

DEVIR é um percurso de reorganização temporal e existencial. Um espaço contínuo de estudo, prática e acompanhamento que permite compreender como corpo, afetos, vínculos e ambientes estruturam a experiência de viver, e como é possível intervir nessas dinâmicas de forma consciente e situada. A jornada inicia-se pelos eixos fundacionais, em que o participante aprende a reconhecer sincronias e desalinhamentos nas dimensões biológica, subjetiva, relacional e ambiental. Ao longo de seis movimentos progressivos, torna-se possível perceber como energia, atenção, humor, vínculos e escolhas são atravessados por ritmos internos e externos frequentemente invisíveis.

Cada eixo permanece disponível durante todo o percurso, permitindo revisitas conforme novas camadas de compreensão emergem. Aulas-Portal, audiolições, leituras e materiais de integração funcionam como mapas que acompanham o participante enquanto ele aprende a ler o próprio tempo e a reorganizar suas respostas ao cotidiano. Com os fundamentos consolidados, o percurso se amplia em experiências aplicadas, nas quais a compreensão adquirida se traduz em intervenções concretas na vida diária. Nesse momento, cada pessoa pode escolher quais temas e processos explorar, dentro das quatro linhas de cuidado do programa, com protocolos que variam em duração conforme a natureza da experiência – alguns mais orgânicos e breves, outros exigindo maturação mais extensa.

Ao longo de todo o processo, o DEVIR apoia-se também em encontros mensais ao vivo, que aprofundam temas emergentes e favorecem reconhecimento coletivo e corregulação; em imersões sazonais, que acompanham os ritmos do ano e convidam a revisões mais amplas de vida; e em uma comunidade contínua, onde experiências podem ser partilhadas sem pressa e sem exposição compulsória. O programa permanece em constante atualização, com adição periódica de novos conteúdos e experiências, permitindo que cada participante permaneça pelo tempo que fizer sentido, retornando aos materiais conforme novas necessidades e compreensões surgem.

Ao atravessar o DEVIR, a pessoa não apenas adquire informação, mas desenvolve competência para reconhecer e ajustar seus próprios ritmos, amplia recursos para sustentar mudanças, reorganiza vínculos e escolhas e constrói uma relação mais lúcida com o tempo vivido é uma nova forma de habitar a própria experiência, com maior consistência interna, capacidade de adaptação e liberdade para construir caminhos compatíveis com o corpo, com a história e com o mundo que se deseja viver.

O investimento

R$ 1117,00

Parcelamento disponível, com acréscimo de juros.

O valor descrito acima cobre um ano de acesso ao DEVIR, para aqueles que ingressarem no programa no primeiro semestre de 2026. Para quem se juntar ao grupo a partir de então, o investimento retorna para R$ 1897,00. 

Garantia de 7 dias. 

devir

àqueles que reconhecem que viver é ritmar, e que toda forma de manifestação enraiza-se em uma rede integrada de tempos, um caminho formativo completo

Para estudiosos e profissionais comprometidos em cultivar uma sabedoria sintonizada à dimensão sazonal da vida e em aprofundar seus conhecimento em temporalidade, corpo, vínculos e ecologias do cuidado, estão disponíveis algumas possibilidades de permanência estendida, com supervisão em área aplicada e sessões individuais mensais, para cocriação de métodos e protocolos autorais enraízados em nossa metodologia.

Há trajetórias de vida que pedem, não soluções rápidas, mas um lugar clínico onde o corpo possa voltar a reconhecer o próprio tempo. A Terapia de Mapeamento e Sincronia de Ritmos (TMSR) nasce da constatação de que grande parte do sofrimento contemporâneo organiza-se mais do que apenas em sintomas isolados, em processos de dessincronia, seja dos ritmos biológicos tensionados, vínculos que perdem capacidade de corrregulação, ou ambientes que violam ciclos essenciais à vida.

TMSR

O QUE

A RITMICIDADE EXISTENCIAL como eixo clínico de alinhamento

A TMSR constitui um percurso de cuidado fundamentado na compreensão de que a qualidade da saúde e do estar bem emerge da coesão entre os ritmos que sustentam o organismo ao longo do tempo. Parte do reconhecimento dos ritmos – pessoais, vinculares e ambientais – como princípio ativo e estruturante, capaz de organizar o corpo, modular a vida emocional e orientar a própria existência. Nesse horizonte, sua aplicação implica ler e apoiar a arquitetura temporal que torna o viver em inteireza e plenitude possível, previsível e habitável.

Ainda, ao longo da vida, essa organização rítmica pode se fragilizar por sobrecargas prolongadas, experiências de ruptura, exigências ambientais incompatíveis ou estados de alerta mantidos nos instantes. Nesses contextos, os ritmos deixam de se articular entre si, o corpo perde capacidade de antecipação e o sistema nervoso opera em regimes de instabilidade, exaustão ou hiperadaptação. É aí que a TMSR intervém: nesse nível profundo de desorganização temporal, combinando escuta, neurociência circadiana e protocolos de modulação rítmica, e restaurando coerência entre corpo, ambiente e trajetória de vida.

Ao articular a singularidade de cada organismo com parâmetros fisiológicos observáveis, a TMSR pode se configurar tanto como processo terapêutico contínuo quanto como percurso aplicado, orientado a objetivos clínicos específicos. Destina-se a pessoas em atravessamentos de perdas, rupturas, transições identitárias, crises existenciais ou estados persistentes de exaustão, assim como àquelas que buscam intervenções mais orgânicos,  como fertilidade, dor crônica, reorganização metabólica, saúde imune e hormonal, regulação do peso ou recuperação da vitalidade. Em todos os casos, o trabalho clínico sustenta processos de reorganização progressiva do viver, respeitando os tempos próprios do corpo e da experiência.

TERAPIA DE MAPEAMENTO E SINCRONIA DE RITMOS

AS quatro FASES que compõem o processo

01. MAPEAMENTO INTEGRATIVO

A primeira etapa realiza levantamento detalhado das três camadas temporais:

  • Ritmos do Ser – Ritmos biológicos, sono, fadiga, regulação do sistema nervoso, alimentação, ciclos hormonais, subjetividades, padrões de pensamento;

  • Ritmo do Vínculo – corregulação, história de apego, qualidade de vínculos, o que emerge entre o ser e os seus;

  • Tempo do Meio – Ambiente físico, natural e artificial, trabalho condições estruturais de vida, sentido e significado.

O percurso pode ser atravessado de forma síncrona, com sessões clínicas presenciais ou remotas, ou assíncrona, respondendo instrumentos e questionários enviados progressivamente. Ao final da coleta de dados, é produzido o Documento de Mapeamento Temporal, que inclui dados sobre ritmos biológicos, padrões do sistema nervoso, apego como modelo preditivo relacional, qualidade de vínculos, ambiente, traumas* e saúde mental*. Este apanhado funciona como radiografia temporal, e revela áreas de sincronia, pontos de colapso e interdependência entre camadas, sendo entregue antes da sessão de devolutiva final, em que se apresenta o enquadre teórico construcionista, valida-se sofrimento estrutural quando aplicável e indicam-se linhas de cuidado recomendadas.

A fase pode ser percorrida de forma autônoma, oferecendo clareza sobre o estado atual e funcionando como ponto de decisão de avançar para acompanhamento profundo (Fases 2–4) ou encerrar o percurso ali, mantendo a autonomia a partir do de então.

*Casos que exigem acompanhamento psiquiátrico ou psicoterápico recebem indicação de rede de cuidado complementar.

02. SINCRONIA E ACOMPANHAMENTO

Para os que desejam seguir com orientação, esta fase promove reconstrução profunda por meio de sessões semanais ou quinzenais, e combinam três dimensões integradas:

  • Reconhecimento – Validação do sofrimento e conexão entre camadas temporais;

  • Ancoragem – Criação de chão firme por meio de sincronizadores temporais concretos (sono, alimentação, práticas corporais);

  • Experimentação – Recategorização emocional, reconstrução identitária e busca de sentido existencial.

O trabalho segue as 4 linhas clássicas de cuidado:

  1. Regulação biológica, com enfoque na restauração da coerência entre ritmos e ciclos biológicos e dinâmica autonômica;

  2. Construção emocional e presença no tempo, com trabalho sobre a expansão da capacidade de sentir, nomear e modular experiências afetivas em contexto temporal;

  3. Rupturas relacionais e transições identitárias, com atenção a eventos que dessincronizam profundamente papéis, vínculos e experiência de continuidade existencial;

  4. Sentido existencial e estruturas de vida, ação sobre a capacidade de projetar futuro significativo dentro de limites reais, mapeando margens de controle versus imposições estruturais.

Sessões combinam trabalho clínico visceral, práticas incorporadas e referência criteriosa a literatura e filosofia quando ampliam possibilidades experienciais.

03. MANUTENÇÃO

Momento em que se consolida a autonomia, com sessões que espaçam-se progressivamente para sustentar práticas sem apoio constante.

  • Sinais precoces de desregulação são monitorados, interpretados como oscilações naturais, não recaídas.

  • Ajustes sazonais são aplicados (ex.: inverno – acomodação biológica à desaceleração; verão – adaptação de sono a dias longos).

  • Antecipação de desafios previsíveis (viagens, datas significativas, deadlines) e demandas emergentes (conflitos, estresse, luto reativado).

  • Reaplicação de instrumentos da Fase 1 para comparação objetiva, permitindo visualizar atualização de modelos preditivos e evolução de regulação, sono, relações e perspectivas futuras.

A decisão de avançar ou encerrar o acompanhamento depende do alcance de sustentação desejado pelo indivíduo.

04. INTEGRAÇÃO

Encerramento ritualizado que revisita todo o percurso:

  • Comparação entre mapeamento inicial e momento atual, e celebração de ganhos concretos sem ocultar fragilidades;

  • Criação de mapa de navegação futuro, contemplando possíveis desafios (insônia, luto, sobrecarga laboral) e estratégias preventivas;

  • Ritual de fechamento.

A porta da TMSR, após o encerramento, permanece aberta para retornos pontuais ou check-ins sazonais, para ajustes preventivos, ou repetição do programa completo em caso de dessincronia intensa. 

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COMO INICIAR O PERCURSO DE SINCRONIA TEMPORAL

o PRIMEIRO PASSO

O ponto de partida é o preenchimento de um formulário inicial, estruturado para apresentar de forma clara as possibilidades da TMSR, identificar prioridades e delinear um perfil preliminar das necessidades e da situação atual. Este instrumento funciona como triagem, permitindo ajustar o percurso de forma personalizada, esclarecer opções de intervenção – incluindo a análise genética opcional – e situar cada pessoa em relação à amplitude de abordagens disponíveis. O formulário oferece uma primeira reflexão estruturada sobre ritmos biológicos, emocionais e contextuais, e evidencia padrões que muitas vezes permanecem invisíveis na rotina cotidiana ou em atendimentos fragmentados.

o que está à frente

Ao final do percurso completo, a TMSR entrega mais do que um conjunto de protocolos ou recomendações pontuais. O resultado é uma restauração da coesão temporal que sustenta corpo, emoção, relações e experiência existencial. A abordagem integra mapeamento sistemático, práticas somáticas e cognitivas, protocolos de sincronização adaptados ao ritmo individual e orientações de continuidade clínica, funcionando como uma visão unificada da saúde e do bem-estar. Em caminho oposto à segmentação tradicional entre especialidades médicas, psicológicas e terapêuticas, a TMSR opera de forma sistêmica ao oferecer uma arquitetura de cuidado que reconhece interdependência de corpo, mente, relações e ambiente, e favorecer a recuperação da previsibilidade pelo organismo, a regulação consistente do sistema nervoso, e a experiência sustententável de navegar pelos caminho da vida.

CONHEÇA, ABAIXO, A ESTRUTURA TÍPICA DE UMA SESSÃO

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OS PILARES QUE SUSTENTAM ESTE CAMPO

O Studium se estrutura como uma síntese integrativa rigorosa. Cada conceito é situado em sua genealogia intelectual, articulado a outras tradições disciplinares e traduzido em implicações clínicas concretas. Cronobiologia molecular dialoga com fenomenologia husserliana; neurociência afetiva encontra sociologia crítica; teoria do apego conversa com microtiming interacional. A proposta é cultivar uma arquitetura conceitual consistente, capaz de sustentar pensamento preciso e práticas de intervenção refinadas.

O Studium constitui um círculo intelectual vivo, orientado por participação, diálogo e aprofundamento compartilhado. A aprendizagem emerge da interação: discussões conceituais refinam a compreensão, supervisões em grupo revelam nuances clínicas, práticas conjuntas desenvolvem sensibilidade somática. Veteranos acompanham iniciantes, casos complexos são analisados por múltiplas perspectivas, dúvidas individuais convertem-se em questões comuns. Pertencer ao Studium é ingressar em uma trama de pensamento e cuidado na qual o conhecimento se torna criação contínua.

Compreender temporalidade é cultivar sensibilidade incorporada. Por isso, o Studium articula atividades somáticas rigorosas - respiração polivagal, grounding, pendulação, técnicas de regulação autonômica e movimentos neurogênicos - como parte estrutural da formação. Habitar a própria temporalidade com presença é o que permite reconhecer e trabalhar a temporalidade do outro; e, quando teoria ganha corpo, adquire espessura, assim como a prática, ao ancorar-se em fundamentos sólidos, se converte em método.

A fenomenologia é um método de observação rigorosa da experiência vivida, que exige atenção ao modo como o tempo se inscreve em cada gesto, percepção e relação. No Studium, essa escuta é cultivada pela suspensão de pressupostos e pelo acompanhamento cuidadoso das formas temporais que estruturam as vivências - um compromisso que se estende ao campo literário, que indaga a temporalidade com profundidade rara e oferece paisagens sensíveis para apreender ritmos internos, inflexões afetivas e variações de presença. Nesse ambiente formativo, profissionais desenvolvem uma percepção capaz de alcançar dobras temporais e ritmos relacionais que, em geral, permanecem ocultos, abrindo acesso à lógica íntima que organiza cada experiência.

Intervir na temporalidade humana implica responsabilidade ética de alta delicadeza. O Studium defende o pensamento de que todo fazer - clínico, educativo ou institucional - carrega pressupostos temporais e produz efeitos que atravessam de estar vínculos e processos internos. Forçar ritmos de cura pode reabrir feridas; ajustar experiências a tempos que não pertencem ao sujeito pode distorcer cronotipos; desconsiderar dinâmicas relacionais pode aprofundar estados de isolamento. Um cuidado temporalmente informado, portanto, reconhece a singularidade de cada sistema vivo, respeita o ritmo que o constitui e age com sensibilidade às condições diversas que constituem a experiência.

A maestria, seja na clínica, no chão educacional, entre outros setores, amadurece quando a prática encontra reflexão supervisionada. No Studium, a supervisão mensal em grupo funciona como um espaço de aprendizagem estruturada, no qual casos são apresentados com rigor, examinados por diferentes referenciais conceituais e discutidos em diálogo qualificado entre pares, um processo que amplia o campo de percepção, revela pontos antes invisíveis, convoca hipóteses mais precisas e favorece a composição de estratégias de zelo mais finas. Profissionais que se engajam nesse percurso desenvolvem humildade epistêmica, consistência metodológica e sofisticação laboral, qualidades essenciais para atuar diante da complexidade dos sistemas que vivem.

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Ideal para quem

Profissionais de saúde mental, psicoterapia, fisiologia ou medicina integrativa encontram na Ecologia Temporal um modo de reconhecer que cada disritmia – insônia, estresse crônico, menopausa, lutos simbólicos ou jet lag social -não é um episódio isolado, mas a expressão de desarmonia entre corpo, vínculo e ambiente. A prática deixa de ser apenas técnica e torna-se percepção dos ritmos vitais, permitindo intervenções que restituem cadência, integração e sensibilidade ao tempo vivido.

Formadores de programas de aprendizagem e educação se engajam em projetar experiências que restauram atenção, memória e plasticidade cognitiva, e rompem com a lógica aceleracionista que fragmenta o aprendizado. Cada ação e percurso, tornam-se oportunidade de alinhar os tempos individuais e coletivos, de criar ecossistemas de aprendizagem ritmados, nos quais engajamento profundo e desenvolvimento integral se sustentam na harmonia temporal.

Escritores, artistas e curadores percebem que a atenção plena, o fluxo inventivo e os estados de sensibilidade elevada dependem de tempos internos sincronizados com o mundo. A ciência e a filosofia do tempo oferecem ferramentas para expandir processos criativos, prolongar a vitalidade imaginativa e estruturar o pulso da produção artística, transformando inspiração, prática e reflexão em uma cadência que mantém vivo o gesto criador.

Criadores de ambientes, objetos e sistemas compreendem que o espaço é tempo tangível e que ritmos humanos e biológicos se manifestam no corpo e na percepção. Projetar espaços circadianos, objetos e sistemas que respeitem ciclos naturais e humanos significa tornar o ambiente capaz de induzir saúde, sono restaurador, desempenho cognitivo e experiências temporais qualificadas, alinhando o físico, o simbólico e o rítmico.

Tomadores de decisão, gestores e organizadores de equipes descobrem que a gestão do tempo não se resume a produtividade, mas envolve regeneração, sincronização e coerência coletiva. Incorporar métricas biotemporais, práticas de saúde circadiana e atenção aos ritmos humanos essenciais transforma a cultura organizacional, reconecta pessoas e processos, e estabelece estruturas que equilibram desempenho, bem-estar e vitalidade de forma sustentável e integrada.

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Expandir a aplicação do tempo como inteligência viva

Este é o espaço para integrar ecologias temporais que estruturam práticas, espaços e saberes em sistemas ativos, equilibrados e significativos. Aqui, o tempo atua como matriz dinâmica, orientando decisões, ambientes e trajetórias profissionais de modo a reconectar indivíduos, equipes e instituições aos ritmos que sustentam o bem-viver.

QUEM SOMOS

Prof. Esp.

Karla Knoblauch

Cronobiologista e neurobióloga (UFPR), especialista em Ritmos Biológicos, Medicina do Sono, Neurociência Circadiana e Afetiva, fisiologia e fisiopatologia humana. Professora, pesquisadora e ensaísta, é membro da Academia Brasileira do Sono e possui formações em instituições de referência como USP, UM, LMU e Duke. Fundadora da Noblau Co e do LATCHA – Laboratório de Arquitetura Temporal e Cronobiologia Humana Aplicada, autora da publicação Entre Tempos no Substack, e criadora da disciplina Ecologia Temporal, dedica-se à investigação do tempo como fundamento biológico, ético e ontológico da existência. Desenvolveu a Teoria dos Três Tempos, a metodologia Arquitetura Temporal Aplicada e a tecnologia SyncVitae™, sistemas que articulam ciência, filosofia e arte na tarefa de restaurar a sincronia entre ritmos biológicos, sociais e ambientais. Sua atuação percorre múltiplas escalas – da clínica à escrita, da formação de profissionais à criação de experiências imersivas – movida pela convicção de que o tempo é a arquitetura invisível da vida. Entre o rigor experimental e a imaginação ecológica, sua obra propõe uma epistemologia do ritmo e uma ética da sincronia: pensar e cuidar do humano em compasso com o cosmos e com a Terra.

Prof. DR.

Salvador Paganella

Biólogo, Mestre e Doutor em Microbiologia, Parasitologia e Patologia (UFPR), com Pós-Doutorado em Entomologia, especialista em Biologia Molecular, Genética e Análise Crítica de Dados. Pesquisador, docente e curador científico, possui experiência em instituições de referência e reúne investigação laboratorial, supervisão acadêmica e desenvolvimento de protocolos avançados. Na Noblau Co, atua como guardião da precisão analítica e traduz complexidade biológica em ferramentas aplicáveis à Ecologia Temporal. Sua atuação percorre múltiplas escalas – da orientação científica à supervisão de projetos, da concepção de protocolos à participação em formações e experiências imersivas – movida pela convicção de que o conhecimento é a ponte entre evidência, prática e transformação. Entre o detalhe microscópico e a perspectiva ampliada dos sistemas vivos, sua obra propõe uma epistemologia do ritmo e uma ética da sincronia: pensar e atuar sobre o vivo em compasso com os ritmos humanos, sociais e planetários.

Os primeiros passos para alinhar EXISTÊNCIAS, práticas e espaços aos ritmos que sustentam a vida.

Quando a direção não é clara, a sincronia revela o caminho

Seja qual for o ponto de partida – a busca por clareza existencial, a otimização de vitalidade e energia, ou a construção de práticas e negócios conscientes – a Noblau Co oferece estratégias integradas e suporte especializado para revelar caminhos coerentes com os ritmos que estruturam corpo, relações e ambiente.

nossa comunidade no substack

O espaço intelectual que você estava procurando

Seja bem-vindo(a) ao Entre Tempos. Através de mentes abertas e conversas inspiradoras, esse espaço abre portas para a diversidade de corpos e histórias que evoluem por meio da prática de alinhamento. Juntos, apoiamos uns aos outros a continuar e ampliar a jornada contínua de nos tornarmos nossas melhores e mais reguladas versões.

LEVE A NOBLAU CO ATÉ SEU TEMPO OU ESPAÇO

Explorar, compreender e transformar o tempo como ponte para a saúde e regeneração.

A presença da Noblau Co pode se manifestar em diferentes escalas e contextos:

01. 

Para você: sessões individuais e imersões, em português ou inglês, que oferecem uma experiência de alinhamento temporal personalizada e transformadora.

02. 

Para seus projetos e instituições: colaborações estratégicas; programas autorais e processos formativos conduzidos integralmente online, conectando pessoas e equipes ao redor do mundo para restaurar a coerência entre tempo, vida e criação.

Seja em jornada pessoal ou em atuação coletiva, nossos processos se moldam com profundidade, rigor científico e presença.

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