Abrange plataformas, dispositivos e sistemas de interação que participam da configuração contemporânea da atenção, da percepção, do sono, da memória prospectiva, da autonomia temporal e das formas pelas quais indivíduos e coletivos se vinculam, coordenam expectativas e compartilham significado. Considera de que maneira frequência de exposição, densidade informacional, regimes de notificações, arquiteturas de escolha e lógicas de retenção atuam como forças capazes de reorganizar profundamente a relação entre organismo, tempo e ambiente digital, modulando ritmos internos, horizontes de antecipação e possibilidades de presença.
Facilita, com isso, o desenvolvimento de tecnologias, experiências e ecossistemas digitais que reconheçam os limites e necessidades dos sistemas vivos, de modo que aquilo que se projeta e se oferece tecnologicamente considere não apenas eficiência, conversão ou engajamento, mas também integridade fisiológica, autodeterminação temporal, agência cognitiva e responsabilidade ética diante das formas de vida que contribui para configurar, bem como a criação de ambientes digitais capazes de favorecer estados mais estáveis de atenção, ciclos mais sustentáveis de uso, maior clareza perceptiva e condições mais contínuas de regulação, descanso e elaboração no tempo.